Não peço o outro de tua prosperidade
nem a sobra de tua mesa,
embora te agradeça o socorro fraterno,
na benção de teu pão.

Rogo o apoio de teu sorriso
e o aconchego de teus braços
para que não me sinta estrangeiro
na terra em que semeio as flores da esperança,
no espinheiro de minha dor.

Dá-me a tua palavra de coragem
para que eu possa contemplar as estrelas
sem descer à lama do charco e sustenta-me com teu amor
para que me sinta menos só!…

Guarda contigo a melodia da gratidão
com que te envolvo o caminho pela dádiva que me estendes,
mas acima de tudo, agasalha-me no calor de teu coração
para que a minha lágrima se erga ao Céu,
como prece de alegria na Paz Augusta de Deus.

Emmanuel

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