11 Dec 2008

A Fênix de cada um

Renasci do incêndio
dos dias mortos
quando não senti
ódio ao vivo:
tudo o que
é humano
me era estranho.

Senti-me vivo
pela primeira vez
na pátina dos dias

Quando brincava
entre crianças
era leve e alegre.

Em meio à inocência
era sereno e humilde,
como os que
perderam tudo
e os que nunca
se encontraram.

Então senti
que tudo vibra
e tudo é UM
nas estrelas
como nos vermes,
em tudo ínfimo
como na ordem
das esferas celestes.

Uma vez que vi
a Fênix do Ser
renascer
dos escombros de mim
nunca mais
fui infeliz
no esplendor do mundo.

Autor: Brasigóis Felício

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